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Pueril
 


*

ela ficou em preto e branco. desacostumar das cores... precisava conseguir.
chorou e limpou as lágrimas com guardanapos reais. então até riu.
só pra amanhecer.

pensou que tinha sido bom lembrar de roubar aquela foto dele da infância. ele ficaria
do tamanho de caber sempre no seu pensamento. mas as cores não mais. imaginou todas em
todos os tons, só por agora. imaginou nomes e suas cores. Pablo Neruda era bem azul!
só pra amanhecer.

podia tudo que quisesse. só pra ser ela mesma. incrível, pensou. e chorou tudo que queria.
imaginou tudo que queria. quase sem acreditar que podia ser ela mesma e só.
só pra amanhecer.

 



Escrito por Cléo De Páris às 02h41
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aniversário!

hoje é meu aniversário de Satyros! pra comemorar muitas conquistas e muito amor...
parabéns pra mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

p.s.: esse post era pro dia 23, mas o blog teve uma crise e não postou, então vamos ver se vai hoje, que é também
aniversário de São Paulo!



Escrito por Cléo De Páris às 17h29
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Teatro para Alguém

esse é o projeto da Renata Jesion e do Nelson Kao. maravilhoso!
vou participar agora desses que aparecem no flyer abaixo, estou muito feliz,
amo a Renata e essa idéia é simplesmente genial. o de hoje é ao vivo às 22 hs.

conheçam melhor o projeto no link ao lado, outro dia falo mais.



Escrito por Cléo De Páris às 13h15
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aqui jaz manjericão

acordou num sobressalto. o pesadelo era: olhava pela janela, sentada à mesa, um escorpião
caía em seu prato. na sala, muitas pessoas, ela corria pra pedir ajuda, ninguém se importava em
ajudar a matar. ela tinha medo de voltar, só pensava no veneno, que fatalmente a atingiria.
angústia. angústia. angústia. solidão.

                                                     **********

agora que ele não voltaria nunca mais.
ela pensou que tinha comprado muito queijo fresco. pensou que ele voltasse logo cedo.
mas não. pra comer tanto queijo, poderia abandonar os suplementos de cálcio, por uns dias. já
que ele não voltaria mais, economizaria cápsulas de cálcio. reconfortante não era, as
cápsulas quase nunca são. mas uma espécie de alento. então resolveu tomar mesmo assim.
pra não sobrar nada. estava exausta de sobras. tinha a sensação de que ia começar a se
livrar de tudo, como um navio que está naufragando e precisa se livrar do peso. foi assim que
planejou um balanço. de tudo que era inútil e desnecessário. decidiu começar pelos sonhos. jogando um
por um pela janela, pra não afundar. afinal, os sonhos eram os que mais pesavam!

de todos os sonhos, o que mais importava ainda era a horta.
sim, eles teriam uma horta! já tinham comprado as plaquinhas: sálvia era muito importante, hortelã,
manjericão, salsa, cebolinha, pimenta, até orégano que ela não gostava muito... coentro não,
que ela não gostava nada. ficou tudo na última gaveta. o amor na última gaveta até que as sementinhas
não mais tivessem vida. os outros sonhos foram bem regados e deram lindos frutos. o sonho da horta,
amortecido pela brutalidade da vida, esmaeceu. precisou de um chá de cidreira pra aplacar a
certeza triste. na caixinha estava. pronto pra dar reconforto.
depois, jogou janela abaixo a última gaveta, a dos sonhos que não tiveram chance de ser sonhados.
e jogou os sonhos todos que estavam espalhados pela casa. nenhum sobrou.
e foi um pouco triste. olhar a última gaveta e ver que na horta... as plaquinhas tinham virado
lápides. aqui jaz manjeircão, que não teve chance de ser sonhado.



Escrito por Cléo De Páris às 13h23
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um começo

2009 ou 2025, não importa. todos os anos passam, trazem coisas, levam outras. todos os anos
são cheios de alegrias, de mortes, de dores, de risos, de despedidas, de começos e recomeços.
todos eles são oportunidades únicas de aprender a viver melhor, de aprender a olhar nossa vida de
um ponto. pra tentar saber quem somos e pra onde queremos ir. ou ficar.

meu 2009 começou sem grandes acontecimentos. quer dizer, sem grandes bons acontecimentos.
ou então, talvez eu queira dizer que estou assimilando a vida com menos ilusão. estou vendo o que
vejo, não mais do que isso. e pode ser muito bom.
viajei pra Paraty com amigos muito queridos. foi divertido e até mágico. passear de barco pelas ilhas,
conhecer a cachoeira mais linda que já vi, brincar como criança, sentir segurança, sentir amparo, sentir
saudades, sentir.
mas na noite do Ano Novo, tinha muita gente tentando chegar no mar pra jogar flores. quase me desesperei.
depois, apaguei todas as minhas fotos e vídeos da câmera num vacilo besta... câmera nova... quebrei ela
também, mas de raiva e com minhas mãos. não me arrependi. se não tivesse quebrado, não sei onde teria
enfiado tanta raiva.
depois, tudo normal. a viagem continuou ótima. voltando, fui pra praia do Engenho, um lugar incrível! mais diversão,
bons amigos e felicidade pra deixar o tempo passar um pouco leve.
de volta a São Paulo outra vez, a primeira reunião importante. horrível. foi como apagar todas as fotos outra vez.
e agora, uma sensação de que pouco vale a pena. bem pouco. desânimo. desesperança. mas não importa. a vida vai
se encarregar de decidir. eu quero ficar solta, leve, livre. quero esperar. gosto de não ter desespero por felicidade,
gosto de não fazer de conta que sou maravilhosa. gosto de poder dizer com toda calma que não estou empolgada com
nada. gosto de não mentir pra mim. e não importa mesmo se o ano tá começando. gosto de não embarcar nessa de ter
obrigação de renovar esperanças.
amanhã acho que vou acordar e começar o ano! se acordar a fim... e vou, em 2009, desistir de tudo que duvidar. faz parte
da meta de perder escrúpulos que combinei com minha amiga e fada Audrey.
ainda quero que o melhor aconteça! e nem sempre o que achamos que é melhor, é.



Escrito por Cléo De Páris às 16h11
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voltei!

        
foto de Ivam Cabral



Escrito por Cléo De Páris às 19h20
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Cortar o tempo


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente...
 
Carlos Drummond de Andrade



Escrito por Cléo De Páris às 00h51
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eu não quero nada demais em 2009...

quero:
- menos ansiedade
- menos responsabilidade
- menos culpa
- menos decepções
- menos preocupações à toa
- menos incertezas
- menos impaciência
- menos intolerância
- menos dramas!
- menos medos
- menos exageros
- menos espinhas
- menos espinhos
- menos escrúpulos

da felicidade, quero isso que me escreveu Reinaldo Montero:
"Que las fiestas les sean leves y la felicidad les llegue ahora mismo, sin esperar la
entrada del 2009, y que no se lo ocurra irse, o al menos que se demore lo más posible."

e quero que os sonhos continuem...

 



Escrito por Cléo De Páris às 09h32
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a música mais linda do mundo nessa semana

Canção de Ninar

Numismata

Tendo a lua tão clara pairando o cigarrear
E meus olhos já secos de tanto tentar chorar
Que me vejo empenhado nessa canção de ninar
Santa clara padroeira abençoa esse meu cantar

Se a paz do meu canto puder te reconfortar
Se teu sono ajuda as chagas em seu fechar
Não esquece nunca que cá estou a zelar
O senhor do bomfim abençoa esse meu cantar

Se minhas mãos calejadas pudessem te afagar
Se minha boca calada se pusesse a te beijar
O silêncio tão cúmplice iria murmurar ou delatar
A certeza que os santos abençoam meu amar



Escrito por Cléo De Páris às 09h27
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bem... Feliz Natal!



Escrito por Cléo De Páris às 13h06
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em Barão...



Escrito por Cléo De Páris às 22h24
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desamparo III

ficou com o silêncio. não o da espera, o silêncio de só nada. ficou com um gosto de maçã
na boca. mas pra ser pior, não gostava de maçã. ficou com aquela música. tão bonita que
a dor abriga. ficou com uma pilha de respostas, catalogadas. ficou com alguns presentes,
mas não se pode ficar com tudo. não precisava mais fazer de conta, cada vez menos precisava.
mas por que queria. procurava nas malas sentimentos mais nobres. nada. olhava as flores,
depois fechava com força os olhos. tudo pra tentar lembrar. nada. ficou com  sujeira embaixo
das unhas, ficou com tormentos sob a pele alva. desfazia pensamentos, desfiava, lançava
longe. precisava dos sentimentos nobres. e da lembrança das flores. não ficou com eles. ia colocar
na parede flores de neon. ia colocar pensamentos nobres de neon em todo lugar até onde sua vista
alcançasse. poria os óculos que não gostava pra ver mais longe e com foco. esqueceria do gosto da
maçã e da música bonita que sua dor abrigava. ia desvendar todas as mágoas, ouví-las, aviltá-las se
necessário. ia pedir licença a elas e ia dizer com cuidado e delicadeza: podem se retirar agora, estou 
cansada, aflita e insone. e preciso de um pouco de silêncio de só nada. preciso achar algumas coisas.
não conseguia usar brincos grandes nem sorrir com mais espaço. mas por que queria. fazer de conta
que queria agradar, não mais. ficou com mágoas de neon.



Escrito por Cléo De Páris às 01h25
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a música mais linda do mundo nessa semana

Movimento Dos Barcos

Jards Macalé

Composição: Jards Macalé - Capinam

Estou cansado e você também
Vou sair sem abrir a porta
E não voltar nunca mais
Desculpe a paz que lhe roubei
E o futuro esperado que eu não dei
É impossível levar um barco sem temporais
E suportar a vida como um momento além do cais
Que passa ao largo do nosso corpo
Não quero ficar dando adeus
As coisas passando
Eu quero é passar com elas
E não deixar nada mais do que as cinzas de um cigarro
E a marca de um abraço no seu corpo
Não, não sou eu quem vai ficar no porto chorando, não
Lamentando o eterno movimento
movimento dos barcos, movimento.



Escrito por Cléo De Páris às 16h07
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hoje é aniversário da minha mãe!

e essas são algumas das flores de seu lindo jardim. 60 anos. vai ter festa em Barão.
eu queria tanto estar lá... se estivesse, ficaria 5 minutos olhando nos olhos dela sem piscar.

   



Escrito por Cléo De Páris às 14h23
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algumas certezas

- amigo não é aquela pessoa que sempre concorda com você.
- nem sempre quem amamos precisa de nós.
- tudo sempre pode ser pior.
- tudo sempre pode ser melhor.
- a história sempre é contada como convém ao contador.
- o amor não precisa de prelúdios.
-"Deus escreve certo por linhas tortas".



Escrito por Cléo De Páris às 18h54
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